Alexandre Timosencho · São Paulo
Alexandre Timosencho
Historiador · Paleógrafo · Genealogista
Nasci em São Paulo, oriundo de uma família de italianos da Calábria, os Pati, e de judeus ucranianos, os Timosencho — cresci entre duas heranças que atravessaram o oceano. Por isso, a genealogia nunca teve um começo para mim: sempre esteve lá. Eram madrugadas inteiras, eu e minha avó sentados à mesa, montando árvores genealógicas por puro prazer.
Formei-me em Administração, mas meu primeiro emprego foi em um escritório de cidadania — e dessa área nunca mais saí. Nunca fiz outra coisa. Já trabalhei para a maioria dos escritórios do meio; por isso, sei exatamente onde está a dor de quem busca um reconhecimento, o que trava um processo e o que o faz andar. E, porque comecei por gosto, não por necessidade, tive o luxo raro de fazer, refazer, errar, aprender e me aperfeiçoar.
A corrida à cidadania e a agressividade das assessorias acabaram por tornar insignificantes a genealogia e a sua memória — e, como bom judeu de sangue calabrês, fui contra. Não é à toa que sou conhecido por um caráter um tanto irredutível e direto: sempre defendi a humanidade acima das vendas.
Dez anos depois — historiador, genealogista e paleógrafo, Diretor de Publicações e Eventos do Colégio Brasileiro de Genealogia, certificado pela APGBR —, acessei tudo o que me disseram que eu não acessaria se não me adaptasse ao padrão do mercado.
Hoje, do escritório na Avenida Paulista, atendo famílias e advogados no Brasil e no exterior: pesquisas de cidadania, perícias genealógicas para processos judiciais, transcrições paleográficas e requerimentos a arquivos, da Rússia ao Egito — cada um redigido no idioma da instituição. São mais de quinhentas famílias atendidas, em pesquisas que já alcançaram oito países e três continentes.
De um comune na Itália a um arquivo estatal soviético, ou a um acervo perdido no Egito, sempre tratei a genealogia com humanidade. Não é só o documento de cidadania: é uma vida — a nossa vida, porque também seremos resumidos a documentos no futuro. Nascemos, às vezes casamos e, no fim, morremos: três documentos, por vezes dois. As pessoas daquela folha de papel riram, choraram, tiveram sonhos, tomaram decisões e se arrependeram.
“
O manejo respeitoso do documento, aliado à leitura do pensamento de cada época, forma um genealogista criterioso — mas, acima de tudo, humano.”
ALEXANDRE TIMOSENCHO
ALEXANDRE TIMOSENCHO
Historiador · Paleógrafo · Genealogista
APGBR
Genealogista certificado
CBG
Diretor de Publicações e Eventos
Biênio 2026–2028
500+
Famílias atendidas
em 8 países
10 idiomas
Fluente: português, inglês, italiano, francês e árabe egípcio
Leitura: hebraico, ídiche, russo, romeno e ucraniano